quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Dever de casa

— Venécia, eu vou dar um pulinho na venda e você ajuda ao seu irmão, mode ele fazer a lição de casa.

— Raimundinho, tenha tino! Bota prumo pra não errar o rumo.

A vida arranja uns trecos que se você não ajeita, dá um troço. Criar filho é um desses sem jeito.

— Venécia, ajudou nas tarefas do seu irmão?

— Pude não, mãe. Eu não entendo a letra dele!

— Oxente! E você, Raimundinho, deu cabo do seu dever sozinho, abestado?

— Vou ficar a lhe dever, mainha! Eu também não entendo a minha letra!!!

Nota do editor: Aqui na 89ª publicação, inauguro uma outra vertente do meu blog. Passo a divulgar, também, microcontos. São experiências vivenciadas no seio do povo. Espero que possa colaborar com  a literatura que brota todos os dias nas ruas, lugarejos e grandes cidades brasileiras. É uma gente inventiva no contar da sua história.

Um comentário:

  1. Geraldo Ferreira de Lima14 de novembro de 2013 02:12

    Com o esforço de todos as letras deixarão de assombrar e serão caminhos de conhecimento e deslumbramento.

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