
A Fábio Pimentel e Pâmela que ora, colam Grau como enfermeiros e, mais tarde, pretendem juntar suas vidas.
A vida brincando de equilibrista em nossas mãos.
O acolhimento ao paciente feito por homens de gelo.
Estampado em nossas vestes.
Não necessariamente em nossas emoções.
De fio a pavio a costura no corpo.
Na mente a vontade de massagear a alma
que pulsa e quer voar ao desconhecido.
A nossa missão?
Sacramentada em juramento;
amarrá-la deste lado da existência.
E se perdemos o pulso?!
Vale a lágrima derramada.
Os mantenedores de vidas
são descobridores de caminhos
mas não conseguem abrir novas rotas.
São semeadores de esperanças
mas não colhem certezas.
Precisam de estrela
mas também trabalham com cruzes.
Enfermeiros são bombeiros
de incêndios corporais.
São anjos de um céu anunciado.
São instrumentistas
de um samba atravessado.
Sorrisos de bálsamo.
Afagos que curam.
A paciência que é novena.
A extrema-unção na contramão.
Desbravadores de veias e artérias.
Senhores da intrínseca máquina humana.
Detentores dos segredos dos milagres
São eles que abrem o agora
e fecham o depois.







